domingo, 11 de abril de 2010

Há um lábio que aguça meu paladar... como amoras maduras, afrontando meu desejo de mel.
Dois corpos que se abraçam, se abrasam e se fundem num só.
não há distâncias entre minha alma e a sua...
Janelas abertas, o sol inundando-se num calor.
E esqueço mágoas, dores, rasuras...

As fissuras se desfazem uma a uma.
Tudo une, acrescenta, se completa e quer juntar...
Há um todo perfeito do qual fazemos parte
Quebram muros, angustias...
Não há portas fechadas para nós
Nem portos que ancore tamanha ventura

Não há pontos de partida nem chegada,
Caminhamos no mesmo passo e isso nos basta
Nosso deus é nosso amor.
'tenho sonhado tanto e esquecido mais
superfícies pautadas de branco
e reis que não se sagram
castelos que não se erguem
solos que não se cultivam
cores que não se miram
rimas que não se tocam
cantigas que não se entoam
salmos que não se escrevem
verbos que não se despertam
latim que não se traduz
se ao menos passasses por aqui
se estalasse os dedos ou me lançasses um olhar
mesmo mais rápido que a luz
já haveriam astros sobre minha cabeça
e eu poderia povoar o mundo de luas e sóis
Eu falaria do homem no arranha céu
a assinas papeis e devorar cigarros
Mas eu falaria mais da sua vontade
e de como vc para o transito da segunda feira
vc seria o comentário do dia nas repartições públicas
inspiraria minhas crônicas e poemas
vc viraria literatura
se ao menos vc passasse por aqui agora, nesse momento.
se estalasse o dedo, ou me lançasse um olhar
eu dizimaria o silencio,
e se ficasse um pouco mais,
dançaria contigo uma valsa qualquer sobre os escombros,
qualquer lugar que pudesse te abraçar...'

domingo, 21 de março de 2010

'... a princípio eu não sabia intender porque ele teve o trabalho de me conquistar. talvez por capicho, ou por pena de ver um coração gelado, ou pra provar pra ele mesmo o que ele poderia fazer com uma mulher, ou simplesmente pq ele não sabia o que estava fazendo...' Jéssica Carolina

quinta-feira, 18 de março de 2010

Nunca imaginei que certas coisas fossem tão difíceis de fazer... meu coração não quer funcionar direito, ele para a cada 10 segundos e depois acelera freneticamente. 'Deus, será que vou morrer?' E Deus me disse que não se morre por amor. Mas eu retruquei 'então porque meu coração tá assim? meu peito parece ter sido esmagado por um bloco de concreto qualquer...' Deus então me disse novamente... 'Filha, acalma que ventos novos virão...' 'Mas Deus, eu tenho medo do que eles possam me trazer... Tenho sofrido, mas tenho vivido, se trouxer algo que meu coração não aguenta eu não vou suportar...' e Deus me disse de novo 'Não se morre por amor'. 'O Senhor pode ver meu coração, pode ver meus sonhos frustrados e minhas vontades que NUNCA são realizadas' 'Mas as suas vontades dependem da vontade de outra pessoa, que no momento não está interessado como vc...' 'Tá Deus, vc ganhou, estou exausta... prefiro morrer' :x

terça-feira, 16 de março de 2010

'...e percebeu que as pessoas falavam demais. Não intendiam bem o que acontecia, mas falavam. Pelo simples fato de querer falar e fazer alguma diferença. Esse é o problema das pessoas, elas querem ser algo na vida de todo mundo, seja isso bom ou ruim. Eu mesma era alguém que falava tanto... É engraçado como a vida nos vira de uma hora pra outra sem dó nenhuma, aposto até, que ela ri. Eu, que era cheia das manias, cheia de auto suficiencia... Eu que achava que daria conta de tudo, que o mundo era meu e podia abraça-lo, que o amor nunca me tocaria porque eu não ia deixar, que só sofreria por opção, que minhas constancias nunca atrapalhariam minha sanidade... Eu que era tão certa das minhas escolhas me deparei sem saber como reagir. Me vi completamente apaixonada e submissa a esse sentimento, me vi besta sorrindo atoa, me vi chorando e duvidando daquilo que saía dos meus olhos por causa de alguém, me vi frágil e quebrável. Eu me vi ansiosa, me vi sofrer, me vi querer... Me vi egoísta, me vi não querendo dividir nada com ninguém, me vi completamente alucinada. Me vi querendo ser melhor, me vi querendo fazer alguém feliz, me vi querer ser TUDO na vida de alguém, me vi acreditando esperançosamente num amanha melhor, me vi querendo beijo, corpo e carinho, me vi querendo uma vida inteira com alguém, me vi estranha, me vi lunática, me vi amando... E sobre os outros? Deixem que falem... Eu me vi pensando em mim e em nós, e não sei ver mais nada..." (Jéssica Carolina)

terça-feira, 2 de março de 2010

Eu me desfaleço por você.
Te torno meu vício mais constante.
Junto o mel do teu corpo,
com a medida exata do instante.
Te faço um pedido,
clamando por amor.
Vigio seus movimentos
e me visto com seu calor.
Fico com alma nua
e te entrego meu sabor.
Encaro seus olhos,
em busca do brilho protetor.

Faço hora, faço dengos,
Te dou sorrisos exatos
Te lanço desejos lentos.
Por fim sem mais demora,
Ouso sentimentos intactos,
Aconchegando minha vida
na força bruta do seus braços.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Quero dizer que te amo. Mandar publicar nos jornais, que hoje me veio a coragem e a vontade da divulgação. Amo adivinhar segredos nas meninas dos teus olhos. Amo suas faces coradas, tuas formas tão incertas e a certeza da mais pura alma... estes pequenos encontros com Deus. Quero que saibam das violetas e do teu dom de cultivá-las. Quero que saibam dos teus canteiros de lírios, dos teu hibiscos, da gangorra no abacateiro, do teu regresso de menino. Quero que saibam das nossas letras nas fronhas, das flores amarelas no papel de seda, dos teus rascunhos, da conclusão. Quero que saibam dos passos ensaiados e dos poemas ocultos. Quero propagar o chumbo nas letras, tua colcha de retalhos, cerzir tuas artes coloridas. Quero que saibam do Drummond no criado mudo, da poesia me espreitando, da cor carmim e carvão à Marisa Monte, dos teus dedos no violão, dessa música que fertiliza meus dias, desse gosto requintado do meu bem. Não cabe calar-me, se te defino num artigo. E só voltar ao sossego depois da manchete em letras garrafais. E meu amor em negrito.